sábado, 30 de junho de 2012

NEM TUDO O QUE RELUZ É OURO, ESPECIALMENTE SE ESTÁ NA ÁGUA CHEGANDO EM SUA CASA!

Pode parecer mera implicância, mas vejam a foto abaixo e me digam se eu não tenho de ficar sobressaltado com o caro líquido que chega neste momento pela torneira?


Para quem ainda não entendeu, a quantidade de material em suspensão faz a água dentro do copo parecer algum tipo de área de mineração. A única conclusão que eu posso ter é que a famosa obra da Avenida de Sete de Setembro está levando a um processo de contaminação da água que chega a toda a região por ela afetada.

Assim, aproveito para perguntar aos responsáveis pela concessionária "Águas do Paraíba" porque não está havendo o controle da qualidade dessa água? Já ao pessoal da Prefeitura de Campos, a pergunta vai na mesma direção. Afinal, obras públicas não deveriam gerar contaminação, especialmente na água de consumo. E finalmente, ao Ministério Público, seja federal ou estadual, penso que já está na hora de acionar todas as partes responsáveis. Ou vamos esperar que ocorram mortes e epidemias para tomar alguma providência?
BAIXADA A POEIRA DA OG (X) EIKE NÃO PERDEU APENAS DINHEIRO, PERDEU A AURA DE INFALIBILIDADE. E ISTO É O QUE PODE LHE CAUSAR PROBLEMAS AINDA MAIS GRAVES




A matéria abaixo de autoria do jornalista Márcio Juliboni, editor de negócios da Exame.com, é um primor no sentido de revelar todos os meandros da recente derrocada da OG (X) que levou junto várias empresas da franquia "X", custando alguns bilhões de dólares à fortuna pessoal de Eike Batista.


Por enquanto, Eike Batista continua sendo um bilionário que poderá continuar adquirindo carros caros e a contar com a extrema boa vontade de governantes (ou seriam desgovernanteS?) como Sérgio Cabral e Dilma Rousseff. 


Os problemas para Eike Batista estão mais no médio e longo prazo. Se ele conseguir sanar os problemas arrolados por Márcio Juliboni em relação à OG (X) é muito provável que ele galgue alguns lugares de volta na escada das maiores fortunas pessoais do mundo. Mas na situação que ocorreu ao longo da semana que passou há algo especialmente grave para o futuro de Eike Batista: ele perdeu a áura de infalibilidade que foi tão bem costurada pela mídia empresarial, e que lhe abriu tantas portas e tão rapidamente. Se Eike não reverter as desconfianças, o mais provável é que ele vai ter de se contentar com vôos menores, esperando para que o pior não lhe aconteça.


Agora, existem tarefas difíceis no caminho de Eike. Uma delas seria colocar petróleo dentro dos poços secos da OG (X). Como a natureza demora um tempo maior para produzir petróleo do que exige a gana de lucro dos especuladores do mercado financeiro, poços secos são uma verdadeira pedra no caminho de Eike.


Mas, especialmente no eixo Campos dos Goytacazes-São João da Barra, deve ter muita gente preocupada com seu próprio umbigo. Afinal, quem conhece Eike minimamente deve saber que ele agora vai ter de adotar um passo mais cauteloso. Afinal, ele pode ser tudo, menos burro. Assim, quem contava com favores e facilidades de Eike, o melhor é esquecer. As prioridades do Grupo EBX serão outras por algum tempo.


Finalmente, eu não canso de frisar e ainda vou me dedicara uma reflexão mais acadêmica sobre o que estamos vendo.  Um aspecto que pretendo realçar é como apostas acríticas em determinados projetos só podem mesmo render dissabores, conflitos e decepções. Aqui falo da forma com que o (des) governo de Sérgio Cabral tratou de aplainar o caminho de Eike Batista no V Distrito de São João da Barra ao oferecer decretos de desapropriação, licenças ambientais e o uso do aparelho policial para facilitar o Complexo Portuário-Industrial do Açu a um alto custo social e ambiental. E agora que a barcaça das franquias "X" ameaça ir a pique, como é que ficam as centenas de famílias que já foram desapropriadas e que continuam sem receber as devidas reparações? 




Os maiores tropeços de Eike Batista na OGX
Veja os escorregões que levaram a petrolífera de Eike a perder metade de seu valor – e corroer a fortuna de seu dono


  
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Eike no IPO da OGX: levando o mercado da euforia para a desconfiança


São Paulo – Em menos de uma semana, Eike Batista viu metade de sua fortuna evaporar,despencou na lista de bilionários da Forbes e corre o risco de perder o posto de homem mais rico do Brasil. Mas a pior parte é esta: tudo isso, porque os investidores perderam a confiança na capacidade da OGX, sua petrolífera, de cumprir as metas que ela própria traçou.

É claro que erguer uma petrolífera do zero em poucos anos não é um projeto trivial. A OGX promoveu sua abertura de capital em junho de 2008, quando captou 6,7 bilhões de reais – o maior IPO brasileiro naquele ano.

Desde então, porém, a boa vontade de investidores e analistas em relação à empresa foi minada pelas sucessivas derrapadas de Eike Batista e sua equipe. Do constante adiamento do prazo de início da produção comercial à decepção com as reservas divulgadas, muitos tropeços contribuíram para a erosão da confiança.

Relembre, a seguir, os maiores tropeços de Eike e sua equipe na condução da OGX:

Tubarão decepciona

A gota d’água que esgotou a paciência dos investidores foi a divulgação, nesta terça-feira, de um relatório sobre a capacidade de produção do Campo de Tubarão, na Bacia de Campos. A OGX informou que a vazão “ideal” da área é de 5.000 barris de óleo equivalente por dia.

O problema é que a OGX afirmava, até então, que a capacidade de Tubarão ficaria entre 15.000 e 20.000 barris/dia – pelo menos três vezes o que será extraído. A punição do mercado foi imediata: as ações da OGX despencaram e arrastaram também os papéis das outras empresas de Eike.

Meta menor para 2012

No final de maio, a OGX deu outro banho gelado nos investidores, ao divulgar um relatório em que rebaixa a meta de produção para este ano. A empresa estima, agora, que encerrará 2012 com 40.000 barris de petróleo por dia.

No ano passado, a previsão dada era de 50.000 barris diários. A OGX afirma, agora, que este patamar só será alcançado no segundo trimestre de 2013. Após o corte da estimativa, os títulos em dólar da OGX despencaram para o menor nível em seis meses. Atrasos no início da produção

Uma das coisas que mais irritaram os investidores, ao longo do ano passado, foram os sucessivos adiamentos da OGX para o início da produção comercial. A previsão inicial era de que o petróleo começaria a ser extraído em junho de 2011. Isso só ocorreu, efetivamente, em 28 de janeiro deste ano – após várias revisões da data.

Falta de contratos comerciais de longo prazo

A produção inicial da OGX refere-se a um teste de longa duração do poço OGX-26HP, localizado no Campo de Waimea, na Bacia de Campos. O petróleo extraído será vendido para a Shell, com quem a empresa fechou seu primeiro contrato. O acordo prevê a venda de 1,2 milhão de barris de óleo à Shell, divididos em dois lotes de 600.000 barris.

Para os analistas, o problema é que isto não é um contrato comercial de longo prazo. A empresa ainda não anunciou, de fato, para quem vai vender o óleo que extrair comercialmente.

Reservas decepcionam
Em abril do ano passado, a consultoria internacional DeGolyer & MacNaughton, especializada em petróleo, divulgou um relatório revisando as estimativas de reservas da OGX. A D&M concluiu que os recursos potenciais de petróleo e gás da empresa são de 10,8 bilhões de barris equivalentes.

De um lado, o mercado se decepcionou com alguns números, como os 3 bilhões de barris de reservas contingentes na Bacia de Campos – os analistas esperavam 4 bilhões. De outro, Eike minimizou o relatório – contratado pela própria OGX -, afirmando que a D&M fora muito conservadora e que não descartava, no futuro, contratar outra consultoria.

O relatório fez com que a OGX perdesse, em um dia, quase 11 bilhões de reais em valor de mercado.

Poços secos preocupam

Em janeiro de 2011, a OGX sofreu uma forte queda na bolsa, devido ao anúncio da perfuração de um poço seco na Bacia de Santos – o 1-OGX-23. Era o terceiro poço sem viabilidade comercial que a empresa perfurava na área, de um total de seis executados.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

BURACO QUE NÃO FECHA E ALGAS QUE TEIMAM EM VOLTAR

Esquecendo um pouco das desventuras de Eike Batista, volto a elementos mais simplórios da minha existência cotidiana. Como centenas de famílias que estão vendo de camarote as intermináveis obras do programado municipal rotulado "Bairro Legal", eu testo a minha paciência diariamente para executar tarefas bem básicas da vida humana, tais como entrar e sair de casa e, pasmem tomar banho.

Quero aproveitar para louvar o esforço e a educação dos operários que, além de executar suas duras tarefas, ainda têm de aturar o mau humor e o cansaço dos moradores. Mas é preciso dizer que estes trabalhadores são de um educação impressionante e se sentem literalmente envergonhados com tantas idas e vindas do andamento das obras, as quais alguns deles candidamente classificam como "uma verdadeira bagunça". Pudera, mais de 4 meses e três empreiteiras depois, o buraco que foi aberto na frente da minha casa é aberto, fechado, reaberto, fechado de novo, apenas para ser reaberto de novo!


Mas para quem pensa que as agruras dos moradores do trecho entre a Rua Riachuelo e a Rua dos Goytacazes para por ai está enganado. Ontem ao chegar de mais um dia de labuta deparei-me com um problema recorrente: falta de água! Depois de tomar banho de mangueira, esperei a manhã chegar para ver a água voltava a pingar na caixa d´àgua e, surpresa das supresas, isto não aconteceu. Assim convoquei a pessoa que havia me ajudado a resolver o problema da última vez e ele rapidamente compareceu para me socorrer.

Ao abrirmos a caixa d´àgua notamos que o problema era o entupimento do sistema que controla a vazão da água para o interior do reservatório. Após verificar isto, desmontamos o mecanismo e encontramos a causa do entupimento: cianobactérias! Sim, as pequenas colonias de algas haviam bloqueado a válvula e bastou limpar a peça para que a água voltasse timidamente a gotejar, alimentando a minha esperança de que hoje terei banho com água quente.


Como essas cianobactérias já foram identificadas por pesquisadores da UENF como potencialmente tóxicas e que liberam substâncias causadores de câncer, eu fico imaginando porque o problema ainda continua sendo solução. Me parece óbvio que a concessionária "Águas do Paraíba" deveria estar acompanhando estas obras com olhos de lince já que nós, seus clientes, fazemos por merecer não apenas que não haja interrupção do abastecimento, mas principalmente que não haja qualquer tipo de contaminação na água que nos é servida. Mas o fato é que o oposto está ocorrendo. 

Alguma alma boa poderia dizer que este acompanhamento caberia à Prefeitura de Campos, responsável pela obra e pela concessão outorgada à Àguas do Paraíba. Mas afora uma rápida visita ao local pela prefeita Rosinha Garotinho no dia 07 de Maio de 2012, a ausência de fiscalização pela Prefeitura é visível!

Enfim, pobre população de uma cidade rica. Estamos literalmente à mercê do imponderável!




Manifesto de Repúdio pelo Assassinato dos Pescadores da AHOMAR




Os movimentos sociais e organizações da sociedade civil que subscrevem o presente Manifesto expressam sua indignação pelo brutal assassinato dos pescadores artesanais Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra (Pituca), membros da Associação Homens e Mulheres do Mar (AHOMAR), da Baía de Guanabara. Exigimos que o Estado do Rio de Janeiro e o Estado Brasileiro tomem as providências imediatas para investigar os fatos, proteger e garantir a vida dos pescadores artesanais ameaçados.

Almir e Pituca eram lideranças da AHOMAR, organização de pescadores artesanais que luta contra os impactos socioambientais gerados por grandes empreendimentos econômicos que inviabilizam a pesca artesanal na Baía de Guanabara. Ambos desapareceram na sexta-feira, dia 22 de junho de 2012, quando saíram para pescar. O corpo do Almir foi encontrado no domingo, dia 24 de junho, amarrado junto ao barco que estava submerso próximo à praia de São Lourenço, em Magé, Rio de Janeiro. O corpo de João Luiz Telles (Pituca) foi encontrado na segunda-feira, dia 25 de junho, com pés e mãos amarrados e em posição fetal, próximo à praia de São Gonçalo, Rio de Janeiro.

A História de Luta da AHOMAR

A AHOMAR representa pescadores artesanais de sete municípios da Baía de Guanabara e possui 1870 associados. Desde 2007 vem denunciando sistematicamente as violações e crimes ocorridos na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) um dos maiores investimentos da história da Petrobrás e parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em 2009, os pescadores da AHOMAR ocuparam as obras de construção dos gasodutos submarinos e terrestres de transferência de GNL (Gás Natural Liquefeito) e GLP (gás liquefeito de petróleo) realizado pelo consórcio das empreiteiras GDK e Oceânica, contratadas pela Petrobras. Essa obra inviabiliza diretamente a pesca artesanal na Praia de Mauá-Magé, Baia de Guanabara, onde fica a sede da AHOMAR.


Eles ancoraram seus barcos próximos aos dutos da obra e ali permaneceram durante 38 dias. Desde então, os pescadores sofrem constantes ameaças de morte. Em maio do mesmo ano, Paulo Santos Souza, ex-tesoureiro da AHOMAR, foi brutalmente espancando em frente a sua família e assassinado com cinco tiros na cabeça. Em 2010, outro fundador da AHOMAR, Márcio Amaro, também foi assassinado em casa, em frente a sua mãe e esposa. Ambos os crimes até hoje não foram esclarecidos.
Em função da violência contra os pescadores e das constantes ameaças de morte, desde 2009 Alexandre Anderson de Souza, presidente da AHOMAR, vive com sua família sob a guarda do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, vivendo 24 horas por dia com escolta policial. O que não impediu que Alexandre Anderson sofresse novos atentados contra a sua vida.


Intensificação das ameaças e novas mortes


No final de 2011 e início de 2012 os pescadores da AHOMAR voltaram a se mobilizar contra os impactos decorrentes das obras do COMPERJ. Com a justificativa de acelerar o cronograma de execução das obras, a Petrobras e o INEA tentaram retomar uma proposta já descartada durante o processo de licenciamento ambiental. A manobra visa transformar o Rio Guaxindiba, afluente da Baia de Guanabara, localizado na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, numa hidrovia para transporte de equipamentos do COMPERJ.

Conscientes da magnitude dos impactos que seriam provocados sobre a Baia de Guanabara e a pesca artesanal, os integrantes da AHOMAR denunciaram a intenção da Petrobras e lideraram uma mobilização em solidariedade ao Chefe da APA Guapimirim, Breno Herrera, ameaçado de exoneração da ICMBIO por se opor ao impacto desse empreendimento. Desde então, as ameaças aos pescadores da AHOMAR se intensificaram.

Para agravar a situação, no mês de fevereiro deste ano o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da Praia de Mauá, onde fica a sede da AHOMAR e a residência do Alexandre Anderson, foi desativado, expondo os pescadores a novas ameaças e tornando a população local ainda mais vulnerável. Nesse período pelo menos outras três lideranças da AHOMAR foram ameaçadas de morte.

Foi neste contexto, de desarticulação da segurança pública na região e intensificação das ameaças contra os pescadores que Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra (Pituca) foram assassinados. Trata-se, portanto, de uma crônica de mortes anunciadasAmbos foram encontrados com claras evidencias de execução.

Diante destes graves acontecimentos manifestamos toda a nossa solidariedade à AHOMAR e aos familiares dos pescadores assassinados. Ao mesmo tempo, exigimos:
  1. Que os mandantes e assassinos diretos de Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra sejam identificados e responsabilizados;
  2. Que sejam concluídas as investigações pelas mortes de Paulo Santos Souza e Márcio Amaro, até hoje não esclarecidas, e que seus assassinos também sejam identificados e responsabilizados;
  3. Que sejam investigadas todas as ameaças aos pescadores artesanais da AHOMAR.
  4. A assinatura pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do Decreto de institucionalização do Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos;
  5. O acompanhamento da apuração dos assassinatos das lideranças aqui listadas pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República;
  6. O fortalecimento da proteção do Alexandre Anderson e que a escolta policial seja estendida à sua esposa, Daize Menezes de Souza;
  7. A imediata reabertura da DPO da Praia de Mauá e o Fortalecimento da Segurança Pública da região;
  8. Que a Petrobrás e as empresas a ela vinculadas no escopo das obras do COMPERJ na Baía de Guanabara negociem com a AHOMAR a justa pauta de reivindicações do movimento.
Os signatários abaixo listados seguirão denunciando os extermínios dos lutadores sociais que estão enfrentando de modo legitimo a destruição das condições de pesca artesanal na Baia da Guanabara e nas demais áreas pesqueiras do Rio de Janeiro. Igualmente, acompanharemos o processo de investigação e as providencias do governo estadual em defesa da integridade dos demais pescadores em luta. As mortes de Almir, João Luiz, Paulo e Marcio nos leva a afirmar: somos todos pescadores, somos todos militantes da AHOMAR!

Assinam:

Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra/ ES

Terra de Direitos

Movimento Nacional de Direitos Humanos

Movimento Nacional de Direitos Humanos/ RJ

Movimento Nacional de Direitos Humanos/ ES

Justiça Global

Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos (DDH)

AMIGOS DA TERRA BRASIL

Mariana Criola – Centro de Assessoria Jurídica Popular

Rede Brasileira de Justiça Ambiental
IMPRENSA INTERNACIONAL DÁ DESTAQUE AO "TRUPICÃO" DE EIKE BATISTA QUE VIU SEU SONHO DE SER O HOMEM MAIS RICO DO MUNDO FICAR MAIS DISTANTE


De onde eu venho no Paraná, tropeçar é dito na forma de "trupicar" que é um forma paralela de expressar que alguém sofreu um tropeço. Pois bem, nada mais correto dizer então que Eike Cabral sofreu um tremndo trupicão ao longo desta semana. Aliás, quem está dizendo isto não sou eu, mas os principais órgãos de imprensa estrangeira especializada na área de finanças.


Até onde esse trupicão (i.e., este grande tropeço) vai abalar Eike e as empresas da franquia "X" só o tempo dirá. Por ora é bem certo que os dedões de seus pés estejam doendo bastante. Aliás, a parte que deve estar doendo mesmo é o bolso. 


Mas o que são alguns bilhões de dólares a mais ou a menos para Eike?


Eike Batista: queda do bilionário repercute na imprensa internacional

Depois de OGX decepcionar o mercado com metas de produção mais modestas, veículos estrangeiros abordam a queda de Eike Batista na lista dos homens mais ricos do mundo


  
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São Paulo - Depois de martelar publicamente a intenção de ser o homem mais rico do mundo, Eike Batista vê seu plano se tornar mais distante - pelo menos no curto prazo. Depois da divulgação na última quarta-feira dos testes de vazão do Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, o mercado se decepcionou com a revisão de metas da OGX,provocando uma queda de 44% nas ações da companhia até ontem. As demais empresas do bilionário também foram penalizadas: só nesta quinta, a MMX (mineração) recuou 17%. A baixa também atingiu OSX (navios), LLX (logística) e CCX (carvão).

Não por menos, Eike teria caído 39 posições se a lista de bilionários da Forbes tivesse sido publicada hoje. Em março, data da divulgação oficial, o empresário figurava na sétima posição, com 30 bilhões de dólares. Agora, sua fortuna seria avaliada em 14,5 bilhões de dólares, garantindo ao empresário o longínguo 46º lugar do ranking. Nos cálculos da Forbes, Eike ficaria bem perto de perder o primeiro lugar na lista dos brasileiros mais afortunados para Joseph Safra. É bem verdade que o banqueiro sofreu com a desvalorização do real. Mas de março para cá, sua riqueza teria sido reajustada em -8,7%, chegando a 12,6 bilhões de dólares. O patrimônio de Eike, por outro lado, despencou mais de 50% desde quarta-feira.

Para a Forbes, a razão para a dramática queda é uma só: "a venda de sonhos que estão demorando muito tempo para se tornar realidade". O site da revista americana chama a atenção para o fato da OGX, "a nata do seu império de commodities", ter perdido 25% do seu valor de mercado em um único dia, quando a companhia cortou as metas de produção em seus dois primeiros poços de petróleo em mais de 75%. "Alguns críticos já estão descrevendo Batista como o primeiro homem-bolha do mundo", escreve a publicação.

O desenrolar dos acontecimentos também repercutiu no site do The Wall Street Journal, que aponta que "Eike pode estar sendo vítima das enormes expectativas que ele criou com suas agressivas projeções de crescimento". Na esteira da percepção de que os projetos vão custar mais, a preocupação com os lucros de suas outras companhias, fortemente interconectadas, também vêm aumentando.

De acordo com o jornal americano, o desafio de Eike em injetar confiança no mercado também esbarra na própria estrutura dos negócios. "Alguns investidores se queixam de que suas operações não são transparentes, porque ele controla suas empresas através da holding Centennial Asset Brazilian Equity Fund LLC, além de outras entidades com bases offshore", diz a reportagem. Quando um fundo de pensão de Abu Dhabi apostou nos negócios do bilionário, lembra o WSJ, o investimento foi feito por meio da compra de uma fatia da Centennial e não das companhias de capital aberto.

Já o Financial Times reforça que o bilionário Jorge Paulo Lemann pode tomar o lugar de Eike como o homem mais rico do Brasil. No ranking diário de bilionários da Bloomberg, que adota critérios diferentes dos empregados pela Forbes, o empresário está na 39ª posição do ranking, com 15,9 bilhões de dólares. Eike, no 27º lugar, tem 19,6 bilhões.

O site do jornal britânico rememora a trajetória de Lemann, que passou por Harvard e foi um dos fundadores do banco Garantia. O executivo é um dos nomes por trás da maior cervejaria do mundo, a AB Inbev. Ele também ajudou a financiar a compra do Burger King através do fundo de private equity 3G Capital, junto com os parceiros Marcel Telles e Carlos Sicupira.

O FT reconhece que Lemann, aos 72 anos, teve mais tempo para construir seu império em comparação a Eike, que tem 55. Mas os investidores brasileiros poderiam tirar alguma lição com os acontecimentos desta semana. "Ao invés de esculpir sua fortuna no Brasil com a indústria do petróleo e atividades mais glamourosas, como campeonatos de wrestling e festivais de música, talvez você possa gastar melhor seu dinheiro em hambúrgueres e cervejas, como Lemann", finaliza o texto.



FONTE:http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-batista-queda-do-bilionario-repercute-na-imprensa-internacional
SOB FORTE PRESSÃO, EIKE BATISTA AGE COMO PRESIDENTE DE CLUBE DE FUTEBOL E MANDA O TÉCNICO DO TIME EMBORA


Sob a pressão de R$ 13 bilhões nos valor das ações da OG (X) e de outras empresas da franquia (X), Eike Batista parte para o desespero e age como o presidente de um time de futebol em dificuldades: trocou o presidente da OGX. Para alguém que quer se mostrar o gênio da raça, essa medida é uma confissão de fraqueza e pode piorar ainda mais a situação. 

Afinal de contas, quem é que Eike Batista quer convencer com este gesto? Será que algum operador minimamente experiente do mercado de ações vai achar que o ex-presidente da OGX é o único responsável pela divulgação das estimativas superfaturadas da produção de petróleo da OG (X)? Ora, essa estimativas é que turbinaram por meses papéis que já davam sinal de esgotamento em termos do grau de confiança depositado neles pelos operadores dos mercados de ações.

O problema é que Eike Batista levou seu jogo a um extremo perigoso pois em vez de conter a galhofa no meio de 2011 quando as ações da franquia "X" já eram chamadas de papéis podres por gente séria no mercado, ele preferiu continuar tentando usar suas apresentações de Powerpoint para convencer gente igualmente esperta de que suas empresas iriam um dia sair do papel e virar realidade.  Talvez tenha sido por isto que Eike reagiu tão mal à capa da Época Negócios que lançou a incoveniente pergunta "E ai, Eike vai entregar?

Agora a questão que a derrocada da franquia "X" pode levar não apenas as empresas do GRupo EBX para o buraco. O que temos diante de nós é o perigo que Eike seja o homem bolha que ameaça levar a economia brasileira para o chão. E ai é que fica ainda mais explícito o equívoco do governo federal, seja pela batuta de Lula ou de Dilma Rousseff, de entrar apostando dinheiro público no cassino montado por Eike Batista. Afinal, só nas semanas que se passaram, só (só?) no estaleiro da OS (X) o BNDES enterrou R$ 2,7 bilhões de recursos do FAT e do FGTS. O que vai acontecer se as empresas "X" continuarem derretendo?

Assim, não será nenhum absurdo se Eike Batista tiver de "sacrificar" a contragosto algumas das jóias de sua coroa. Entre as apostas mais prováveis está o Complexo Portuário-Industrial do Açu que, pasmemos todos nós, é um dos poucos ativos que existem para poderem ser usados como geradores de recurso de caixa. 

Agora, a pergunta que não quer calar: como é que vão ficar as centenas de famílias de agricultores do V Distrito de Sâo João da Barra que são as principais vítimas locais do frenesi que foi criado em torno dos supostos poderes miraculosos de Eike Batista? Afinal, do jeito que as coisas andam se encaminhando, os preços da franquia "X" ainda vão acabar valendo menos do que a produção de Maxixe que um dia o (des) secretário estadual de desenvolvimento, o Sr. Júlio Bueno, um dia tão solenemente desdenhou.



Eike afasta presidente da OGX, após perda de R$ 13 bi das ações 
Paulo Mendonça é substituído por Luiz Carneiro, presidente do estaleiro OSX

Ramona Ordoñez e Bruno Villas-Bôas

RIO — Após perdas de R$ 13,8 bilhões na Bolsa de Valores nos últimos dois dias, o empresário Eike Batista anunciou na quinta-feira o afastamento do executivo Paulo Mendonça da presidência da OGX, a companhia de petróleo do grupo. O corte na estimativa de produção da OGX desencadeara, na quarta-feira, uma onda de perdas para as demais empresas “X”. A queda das ações começou com a notícia de que a produtividade dos poços do campo Tubarão Azul, na Bacia de Campos, foi rebaixada de 20 mil barris diários para cinco mil barris. Paulo Mendonça era considerado o homem-forte de Eike Batista na sua principal empresa, a OGX.


A presidência da petrolífera será ocupada por Luiz Carneiro que até então ocupava a presidência da OSX, empresa do grupo do setor naval. Paulo Mendonça fará parte do conselho de administração da EBX. O diretor da OSX Carlos Eduardo Bellot assumirá sua presidência.

— O mercado está me vigiando, mas vou sair dessa situação rapidamente e vamos passar a usar uma linguagem mais técnica para o mercado — disse Eike Batista, reforçando que continua prevendo produção de 250 mil barris por dia.

Um executivo do setor de petróleo disse que fissuras nas rochas dos reservatórios são comuns na Bacia de Campos. Para ele, Eike Batista teria se precipitado ao prever um volume de produção nos poços, antes da realização dos testes.

No mesmo dia, a OGX voltou a registrar fortes perdas na Bolsa, efeito de uma crise de confiança do mercado sobre o futuro da companhia. O papel recuou 19,2%, a R$ 5,05, após chegar a derreter 23,52% durante o pregão. O valor de mercado das sete companhias “X” — letra com a qual o empresário batiza seus negócios — acumularam agora uma perda de R$ 13,8 bilhões de valor de mercado em dois dias. Na quarta-feira, o tombo foi de R$ 8,37 bilhões, também liderado pela OGX, no maior revés de Eike Batista no mercado financeiro, e ontem, R$ 5,43 bilhões.

A perda das ações torna mais distante o sonho do empresário brasileiro de se tornar o homem mais rico do mundo. Eike, que chegou a ser o 10 homem mais pelo ranking da Bloomberg News, lançado em março deste ano, caiu ontem para a 27 posição da lista, após perder US$ 3,8 bilhões de sua fortuna pessoal em dois dias, para US$ 19,6 bilhões.

No ranking dos bilionários da Bloomberg, Eike foi ultrapassado por nomes como o sócio da Christian Dior Bernard Arnault (US$ 22,4 bilhões), o especulador George Soros (US$ 21,9 bilhões), a sócia da L'Oreal Liliane Bettencourt (US$ 21,7 bilhões) e o industrial de chocolates Michele Ferrero (US$ 21,3 bilhões). O segundo brasileiro mais bem colocado na lista é Jorge Paulo Lemann, com US$ 15,9 bilhões, um dos controladores da Anheuser-Busch InBev.

As ações ordinárias (ON, com voto) da OGX Petróleo acumulam baixa de 39,67% em dois dias. Ontem, as ações de outras empresas do empresário foram novamente contaminadas, como LLX Logística (-8,07%), MPX Energia (-1,57%), PortX (10,56%), OSX Estaleiro (11,05%), CCX Carvão (-8,80%) e MMX Mineração (-17,08%).

Com o novo tombo, as ações da OGX acumulam perda de 50,97% no mês e 62,92% no ano. O papel vale menos da metade do preço pago pelos investidores na Oferta Pública Inicial (IPO) das ações, em junho de 2008.





FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/eike-afasta-presidente-da-ogx-apos-perda-de-13-bi-das-acoes-5347338

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CHARME DE EIKE FALHOU EM TELECONFERÊNCIA E AÇÕES DA OGX CONTINUAM MARCHA PENHASCO ABAIXO


A respeitada Revista Exame publicou matéria hoje dando conta do fato de que aparentemente a teleconferência realizada por Eike Batista na noite de ontem não surtiu o efeito desejado, e as ações da OG (X) continuaram seu percurso de queda. 

Mas essa não é a única má notícia colhida por Eike Batista no dia de hoje. O pior é que segundo a própria Exame, mensagens emitidas pelo Twitter dão o tom que tomou conta do mercado abaixo. Uma postagem repercutida pela Exame foi especialmente ácida ao dizer que

BovespaBrokers - perfil sobre o mercado financeiro - ‏@bovespabrokers
Se continuar assim, já já as ações da ‪#OGX‬ estarão no peixe urbano [site de compra coletivas]. 

Se as ações da OG (X) vão mesmo parar no Peixe Urbano ainda não se sabe. O que sabe é que o humor do mercado de ações aponta num sentido de diversificação da compra de ações o que, neste momento, significa dizer que a franquia das empresas "X" ainda vá sofrer ainda mais até que voltem a soar com viáveis. 
Até lá Eike Batista talvez ainda tenha que fazer várias teleconferências.

No plano do Norte Fluminense, e mais especificamente no trecho Campos dos Goytacazes-São João da Barra, deve ter muito capitalista com medo de ter enterrado seu rico capital num lugar que prometia ouro e agora está com a maior cara de que vai produzir pirita, o famoso ouro dos tolos.

Mas um grupo que não deve estar chorando pelas desgraças de Eike Batista é aquele formado pelas centenas de famílias de agricultores do V Distrito de São João da Barra. Esses devem estar vendo isto mais como um castigo divino contra quem é visto como causador de tanta desgraça em suas vidas.


Ação da OGX, de Eike Batista, tomba pelo segundo dia e recua 19,2%
Tendência é que papel continue pressionado, dizem analistas


Plataforma da OGX: esforços de Eike Batista para acalmar os mercados não surtiu efeito

São Paulo - A ação da OGX teve mais um dia de forte queda nesta quinta-feira, chegando a cair mais de 23 por cento na mínima intradiária, com o mercado penalizando a empresa de petróleo de Eike Batista após a divulgação de dados de produção considerados decepcionantes.

"O mau humor do mercado com as ações do grupo continua forte", disse o analista Erick Scott, da SLW Corretora. "A tendência é que o papel continue pressionado até que a empresa mostre resultados condizentes ou acima da expectativa." A ação despencou 19,2 por cento, a 5,05 reais, após ter derretido 25 por cento na véspera. No pior momento do dia, o papel chegou a cair 23,5 por cento, a 4,78 reais. O tombo da ação pesou no Ibovespa, que fechou em queda de 0,86 por cento, a 52.652 pontos.

Investidores também continuaram a se desfazer de outros papéis do grupo de Eike Batista. LLX caiu 8,07 por cento, MMX recuou 17,08 por cento, OSX teve queda de 11,05 por cento, CCX perdeu 8,8 por cento e PortX teve recuo de 10,56 por cento. Corretoras cortaram suas recomendações para OGX depois que a empresa informou na noite de terça-feira que a vazão ideal de óleo nos primeiros poços perfurados em um campo na bacia de Campos é de 5 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, apenas um terço do que o mercado esperava.

Os esforços do bilionário Eike Batista para acalmar investidores na noite da quarta-feira, por meio de uma teleconferência para explicar as estimativas de produção da OGX, surtiu pouco efeito e o mercado continua questionando as bases do programa de crescimento das empresas 'X'. "Isso (a teleconferência) não adiantou, porque esse novo dado colocou em xeque a credibilidade do grupo", afirmou Scott.



OGX abre com forte queda, ampliando perdas da véspera
Papel da empresa de Eike Batista cai 7%, cotada a R$ 5,81



Mario Anzuoni/Reuters


Eike Batista: mercado está frustrado com a OGX


São Paulo - As ações da OGX abriram novamente em queda nesta quinta-feira, após terem derretido 25 por cento na véspera, refletindo a frustração do mercado com as novas estimativas de produção anunciadas pela companhia.

Às 10h16, o papel caía 7 por cento, a 5,81 reais, enquanto o Ibovespa recuava 0,43 por cento.



FONTE: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/ogx-abre-com-forte-queda-ampliando-perdas-da-vespera
IBAMA VETA EM ALAGOAS CONSTRUÇÃO DE ESTALEIRO CUJA PROPRIETÁRIA JÁ POSSUI OUTROS DOIS NO RIO DE JANEIRO


A notícia abaixo do Jornal Folha de São Paulo é revelador de como as coisas andam no Rio de Janeiro, terra do licenciamento ambiental Fast Food. 

Como a notícia mostra, o IBAMA acaba de negar a licença de instalação para a construção de um estaleiro no estado de Alagoas, pois o empreendimento do De quebra, a Synergy Group, que atua sob o nome de fantasia de EISA, degradaria uma área de manguezal.  

Se formos pensar que a construção da Companhia Siderúrgica do Atlântico devastou o que restava do manguezal da Baía de Sepetiba, veremos que o que pode no Rio de Janeiro, com as benções do ex-ambientalista Carlos Minc, não pode em Alagoas.

Pois é assim que o Rio de Janeiro ainda acabará ganhando o título de estado mais poluído do Brasil, para alegria de Minc e seu amigão, o (des) governador Sérgio Cabral.


Ibama nega licença para construção de estaleiro em Alagoas
 
REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO 

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) negou licença prévia para o início das obras do Estaleiro Eisa Alagoas S.A. na área escolhida para o empreendimento, em Coruripe, litoral sul alagoano.
A licença prévia é o primeiro passo para a obtenção da licença ambiental definitiva.
O governo de Alagoas afirmou que irá recorrer da decisão juntamente com o Sinergy Group, responsável pelo empreendimento.
Com base em estudo ambiental realizado por empresa contratada pelo Sinergy Group, o Ibama disse que "o local especificado não é adequado ambientalmente", pois as instalações afetariam "74,43 hectares de vegetação de mangue em bom estado de conservação".
O parecer diz que "55,4% da área proposta para instalação do empreendimento está sob regime de preservação permanente".
O projeto do estaleiro prevê três plantas --para construção naval, reparos em embarcações e construção de plataformas para exploração de petróleo-- que poderiam atender a empresas como Petrobras e Transpetro, de acordo com o governo estadual.
Os investimentos previstos são de cerca de R$ 1,5 bilhão.
Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas, Luiz Otavio Gomes, o estaleiro é um dos principais investimentos previstos no Estado atualmente, capaz de gerar 10 mil empregos diretos e até 40 mil indiretos. 

LOCAIS ALTERNATIVOS
 
Gomes afirma que esteve reunido na terça-feira (26) com o presidente do Sinergy, German Efromovich, para discutir alternativas de locais para a obra.
Segundo o secretário, porém, a área escolhida é a única economicamente viável, conforme avaliação da empresa, por ser de mar abrigado (mais calmo).
As outras áreas, de mar aberto, precisariam de investimentos de cerca de R$ 120 milhões para adequação das correntes, disse Gomes. Seria ainda preciso um novo estudo de impacto ambiental como o que já foi feito, ao custo de mais R$ 3 milhões.
"Essa negativa preliminar pegou todos de surpresa", disse. A implantação do estaleiro no local vinha sendo negociada entre o governo de Alagoas e a empresa desde 2009. 

COMPENSAÇÕES AMBIENTAIS
 
Gomes criticou o parecer técnico do órgão federal que, segundo ele, tem "inconsistências". "Oferecemos compensação ou mitigação, o que o Ibama determinar. Além disso, o mangue já está sendo naturalmente degradado."
O Ibama disse que as mitigações e compensações que constam do estudo apresentado já foram analisadas, e recomendou que o estaleiro busque um novo local.
O Sinergy Group possui dois estaleiros no Rio de Janeiro. O grupo controla a companhia aérea Avianca no Brasil e na Colômbia. 


CHARGE DE DIOGO D´AURIOL SOBRE OS RISCOS DA FEBRE DAS REDES SOCIAIS



quarta-feira, 27 de junho de 2012

QUARTA-FEIRA NEGRA DOEU FUNDO NO BOLSO DE EIKE BATISTA: PERDEU EXATAMENTE US$ 2,4 BILHÕES COM O DERRETIMENTO DAS AÇÕES DA OGX


A quarta-feira negra, que causou o derretimento das ações da OG (X) e ameaçou levar de roldão outras empresas da franquia "X", doeu em Eike Batista no lugar que mais lhe dói: no seu bolso!  E de quebra, além de perder de vez a áura de infalível, Eike Batista despencou sete posições na lista dos homens mais ricos do mundo. Alguns poderão dizer que isso para Eike não é nada, e que quem ficar apontando essa queda sofre apenas de despeito.  Isso seria até correto se Eike não tivesse o ego que tem, e fosse talvez a única pessoa que se preocupada de verdade com qual lugar ele ocupa na escala dos bilionários do planeta.

Mas uma coisa é certa, o sonho de se tornar o bam-bam-bam das fortunas mundiais acaba de ficar mais longe. De quebra, Eike tem que se mexer para conter o derretimento do que restou das ações da OG (X). Senão ele arrisca a voltar a ser, na melhor das hipóteses, apenas um milionário.

Por outro lado, não posso deixar de pensar no que estão pensando agora aquelas tietes eikeanas que andaram colaborando para a desgraça dos agricultores e pescadores do V Distrito de Sâo João da Barra. É que se Eike for ao fundo do poço, ou pelo menos ameaçar chegar perto, ele certamente vai entregar os anéis para não perder os dedos. E ai o Complexo Portuário-Industrial do Açu vai para o brejo.

Aliás, alguém que deveria estar preocupada com essa situação toda é a prefeita de São João da Barra, Carla Machado, que dpeenderá muito da saúde do Grupo EBX para convencer o povo sãojoanense de que seu candidato, o vereador Neco, merece ser eleito. Do jeito que vai, uma eleição que era líquida e certa, pode ir para o fundo do oceano, juntinho e de mãos dadas com as ações da OG (X). É só esperar os próximos dias para ver se o pânico dos investidores se acalma. Se não se acalmar, já viu!

Depois de queda nas ações da OGX, Eike perde sete posições em ranking dos mais ricos do mundo


Segundo levantamento da Bloomberg News o empresário perdeu US$ 2,4 bilhões nos mercados nesta quarta-feira

Eike caiu da 14ª posição para a 21ª posição no ranking da Bloomberg News dos mais ricos do mundo FRED PROUSER / REUTERS-2/5/2012

RIO — O empresário Eike Batista caiu da 14ª posição para a 21ª posição no ranking da Bloomberg News das pessoas mais ricas do mundo. Segundo o levantamento divulgado há pouco, o empresário perdeu US$ 2,4 bilhões nos mercados nesta quarta-feira, encolhendo sua fortuna para US$ 21,1 bilhões. Um dia antes, na terça-feira, o empresário já tinha recuado da 13ª posição para a 14ª posição do ranking, liderado atualmente pelo mexicano Carlos Slim (US$ 70,5 bilhões), seguido pelos americanos Bill Gates (US$ 61,1 bilhões) e Warren Buffett (US$ 45,8 bilhões).

Somadas, as empresas do conglomerado EBX listadas na Bovespa perderam R$ 8,37 bilhões de valor de mercado somente no pregão desta quarta-feira, de R$ 45,812 bilhões para R$ 37,443 bilhões.

Já na última lista anual dos mais ricos do mundo da revista americana “Forbes”, divulgada no início de março, o empresário Eike Batista avançou uma posição no ranking. O mineiro de Governador Valadares passou à sétima posição, com uma fortuna calculada em US$ 30 bilhões.

De acordo com nota divulgada pela assessoria, o Grupo EBX afirmou seguir firme no seu plano de investimentos da ordem de US$ 15,7 bilhões em dois anos. "As companhias do Grupo estão capitalizadas, com recursos suficientes para garantir a execução dos projetos estruturantes desenvolvidos no país. Todas as empresas do Grupo EBX vêm cumprindo seus planos de negócios e geram 20 mil postos de trabalho nos empreendimentos em operação e construção".

FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/depois-de-queda-nas-acoes-da-ogx-eike-perde-sete-posicoes-em-ranking-dos-mais-ricos-do-mundo-5335358

Assassinato dos defensores dos direitos humanos Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra



João Luis Telles Penetra, um dos pescadores assassinados por defenderem a Baía da Guanabara 


Nos dias 24 e 25 de junho de 2012 foram encontrados os corpos dos defensores dos direitos humanos Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra, desaparecidos desde o dia 23 do mesmo mês.

Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra, ou “Pituca” como era conhecido, são ambos lideranças da Associação Homens do Mar (AHOMAR) criada em 2009 para defender os direitos dos pescadores artesanais do Rio de Janeiro, especialmente aqueles afetados pela construção do gasoduto da Petrobras. Desde o início das atividades da organização, existem relatos de ameaças de morte, ataques físicos e assassinatos contra seus membros. De acordo com a AHOMAR os ataques são de autoria pessoas ligados a grupos de extermínio, seguranças contratados pelas empresas e consórcios encarregados de construir gasodutos e milícias que atuam na região.

Na tarde do dia 25 de junho de 2012 o corpo de João Luiz Telles Penetra foi encontrado às margens da Baía de Guanabara por funcionários de um estaleiro. O corpo do defensor estava com mãos e pés amarrados por uma corda. No dia anterior, por volta de meio-dia, o corpo de Almir Nogueira de Amorim foi encontrado amarrado a seu barco. Ele apresentava marcas no pescoço e seu barco possuía quatro furos no casco.

Por volta das 16:00 horas da tarde de 22 junho, Almir Nogueira de Amorim foi a casa de seu amigo João Luiz Telles Penetra na Ilha de Paquetá buscá-lo para irem pescar. É comum os pescadores irem neste horário e retornarem a noite ou na manhã do dia seguinte. Como eles não retornaram no dia seguinte como era de costume, uma busca na Baía de Guanabara foi iniciada por pescadores locais e bombeiros.

Almir Nogueira de Amorim era membro fundador da AHOMAR e militante ativo da organização. João Luiz Telles Penetra era a única liderança da associação na Ilha de Paquetá e era peça chave em nova campanha lançada pela organização. Ele coordenava a luta contra as obras da empresa Petrobrás no rio Guaxindiba, localizado dentro de área da Área de Proteção Ambiental Guapimirim. A petrolífera tem planos de aprofundar este rio para criar uma hidrovia, o que acabaria com qualquer possibilidade de pesca nestas águas.


Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra não são os primeiros membros da AHOMAR a serem assassinados. Em 19 de janeiro de 2010, foi assassinado o pescador e defensor dos direitos humanos Marcio Amaro. O militante foi morto um dia após a manifestação da associação em frente ao prédio da presidência da Petrobrás no centro do Rio de Janeiro, ocasião na qual Marcio protocolou uma denúncia sobre a presença de homens armados clandestinamente em instalações da Petrobras na Baía de Guanabara. Em 22 de maio de 2009 o então tesoureiro da associação Paulo César dos Santos Souza foi morto com cinco tiros na face e na nuca diante da mulher e filhos. O crime ocorreu seis horas depois que uma vistoria governamental decidiu interromper a construção do gasoduto devido a irregularidades. Ninguém foi responsabilizado pelos crime até o momento.

O presidente da AHOMAR, Alexandre Anderson de Souza, está incluído no Programa Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos há três anos. Entretanto ele e sua família continuam sofrendo muitos riscos. Recebemos a informação que pelo menos outras três lideranças da AHOMAR foram ameaçadas de morte nos últimos meses. Mesmo com o alto índice de violência na região de Mauá e todas as ameaças sofridas pelos defensores dos direitos humanos, o único Destacamento de Policiamento Ostensivo que cobria a região foi fechado em 13 de fevereiro 2012.

A Front Line Defenders acredita que os assassinatos de Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra estejam diretamente relacionados ao trabalho deles em defesa dos direitos humanos, em particular na defesa dos pescadores artesanais no Rio de Janeiro; e está seriamente preocupada com a integridade física e psicológica dos familiares dos defensores e de outros membros da associação.


A Front Line Defenders solicita que as autoridades do Brasil:
Iniciem uma investigação imediata, completa e imparcial das mortes de Almir Nogueira de Amorim e Luis Telles Penetra, com a intenção de publicizar os resultados e levar os responsáveis a justiça de acordo com os padrões internacionais;
Investiguem todos os relatos de ameaças de morte e outras formas de intimidação à defensores dos direitos humanos e membros da AHOMAR, e adote medidas para assegurar a proteção deles;
Garantam em todas as circunstâncias que os defensores dos direitos humanos no Brasil sejam capazes de executar suas atividades legítimas e pacíficas de direitos humanos, sem medo de represálias e livres de qualquer restrição.
AÇÕES DA OGX DERRETEM E FAZEM A ALEGRIA DE ALGUNS ESPECULADORES DO MERCADO DE AÇÕES


A notícia abaixo como a especulação no mercado de ações pode ser um mundo injusto, pois as desventuras de uns (no caso o desaventurado de hoje foi o investidor que acreditou nas promessas de Eike Batista) pode ser a alegria total de outros.

Mas é bom que se lembre que no conjunto as empresas do Grupo EBX perderam hoje em torno de R$ 10 bilhões.  Apenas à guisa de comparação é preciso lembrar que recentemente houve um aporte de R$ 2,7 bilhões do BNDES em outra empresa da franquia "X", a OSX.  Aliás, como agora a OG (X) vai precisar de menos navios já que terá menos petróleo para transportar, é possível que as ações da OS (X) possam sofrer o mesmo terrível destino.  Se isto acontecer, novamente uns poucos sorrirão, enquanto Eike e os que nele acreditaram continuaram perdendo. De quebra, no caso da OS (X), também perderá o tesouro nacional, já que o dinheiro do BNDES é público, ainda que utilizados em prol de benefícios privados.


Investidor ganha até 2.200% com queda abrupta das ações da OGX

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Movimentação atípica em papéis provoca fortes oscilações no mercado de opções

São Paulo – O mercado de opções sobre ações é visto como uma alternativa para uma segurança adicional para quem investe e segura os papéis de alguma empresa por um tempo. O evento desta quarta-feira com a OGX (OGXP3) traz um exemplo raro sobre como este tipo de ambiente funciona e também os riscos envolvidos. Os ativos da empresa de petróleo do empresário Eike Batista apresentaram uma queda de 29,4%, na mínima do dia, para 5,91 reais.


A empresa anunciou que, após cinco meses, concluiu os testes de longa duração na região que fica na Bacia de Campos. A conclusão é de que a área tem capacidade de ideal de 5 mil barris de óleo equivalente por dia por poço para os dois primeiros nesse estágio inicial. A expectativa estava em torno de 15 a 20 mil. Há pouco, a OGX anunciou que fará às 18h15, horário de Brasília, uma teleconferência para explicar o anúncio.


Opções


A variação atípica dos papéis no mercado à vista provocou oscilações ainda mais fortes no mercado de opções. Na terça-feira, por exemplo, quem comprou um papel que conferia o direito de vender a ação a 9 reais (put) no vencimento do contrato (16 de julho) pagou por ele, no menor preço do dia, cerca de 13 centavos.


Hoje, o mesmo contrato vale 3,08 reais, uma variação de 2.200%. Os contratos estão com 1.090 negócios (até às 14h11), com um giro de quase 2 milhões de reais. Como a ação naquele dia negociava acima de 10 reais, o papel com direito de venda a 9 reais era pouco procurado. Quem comprou, contudo, ganhou muito.


VENDO O NAVIO DA OGX AFUNDAR, EIKE BATISTA APOSTA EM SEU CHARME PARA TENTAR CONTROLAR O ESTOURO DA MANADA


Os sinais vindo do mercado financeiro, onde as ações da OGX e de outras empresas do Grupo EBX estão hoje em queda vertiginosa, já estão obrigando Eike Batista a sair de sua posição de morador do Olimpo da mega-especulação e entrar em campo para tentar deter a debandada dos investidores.


Vamos ver se nessa teleconferência Eike Batista vai responder à incômoda perguntinha: E ai Eike, vai entregar?


De qualquer forma, Eike vai ter que usar o seu charme e papo. Do contrário, o efeito desta teleconferência poderá ser ainda mais devastador do que o dia de hoje já foi.


Eike Batista tentará acalmar investidores da OGX em teleconferência


Cesar Bianconi


Da Reuters, em São PauloA OGX Petróleo e Gás fará uma teleconferência no final da tarde desta quarta-feira (27) com participação de seu chairman e sócio controlador, Eike Batista, para tratar do comunicado divulgado na véspera com dados de produção da empresa que desapontaram o mercado.

Segundo comunicado encaminhado pela área de Relações com Investidores da OGX, a teleconferência terá início às 18h15 (horário de Brasília), com transmissão pela Internet.

As ações da OGX despencavam 27,6% às 14h08, a R$ 6,06, e respondiam por mais de um quinto de todo o giro financeiro da Bolsa paulista nesta quarta-feira.

Na terça-feira, depois do fechamento do pregão da Bovespa, a OGX divulgou que definiu vazão ideal de 5 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia por poço no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, e reafirmou sua confiança na recuperação dos 110 milhões de boe na região.

Em relatório, o JPMorgan afirmou que "esse volume gera grande incerteza sobre o potencial de óleo recuperável da companhia, bem como sobre o potencial de volume máximo em seus sistemas de produção"

A DERROCADA DAS AÇÕES DA OGX EXPÕE A ATUALIDADE DA QUESTÃO "E AI EIKE, VAI ENTREGAR"?


O dia hoje deve estar sendo triste para o melhor amigo bilionário do (des) governador Sérgio Cabral, o Sr. Eike Batista. é que hoje a realidade bateu às portas do império do ex-marido de Luma de Oliveira. É que a empresa OGX teve que reconhecer, surpresa das supresas, que as estimativas feitas para os poços de petróleo para os quais a empresa tem concessão foram SUPERESTIMADAS.  Em razão disto, as ações da OGX tiveram uma queda abissal de 30% apenas num dia de pregão. Isto provocou uma corrida de venda das ações dos papéis da OGX, levando para baixo todo o índice da Bolsa de Valores de São Paulo.

Bom, agora fica aqui mais uma vez aquela pergunta incomoda: e ai Eike, vai entregar? A questão é que se Eike Batista continuar não dando a resposta que o mercado exige, periga ver não apenas a OGX mas como todo o seu império de empresas de papel irem para o inferno das empresas falidas. Aliás, é isto exatamente que a matéria do Jornal O GLOBO que segue abaixo mostra claremente.

De quebra, essa situação mostra quão equivocada é a aposta cega que se faz num grupo econômico que vive, nas palavras de um crítico de Eike Batista, mais das apresentações de Powerpoint do "Salesman do Brasil" do que produção efetiva de bens.


OGX, de Eike, decepciona e tomba quase 30% no dia; dólar sobe


Petrolífera informou nova capacidade de produção em Campos (RJ) e frustrou o mercado




RIO — Investidores se decepcionaram com a nova capacidade de produção dos poços de petróleo da OGX, petrolífera do bilionário Eike Batista. A empresa vai extrair bem menos óleo do que o anunciado anteriormente. Isso disparou as vendas das ações ordinárias (ON, com direito a voto) da companhia nesta quarta-feira. O papel tem o quinto maior peso (3,80%) no Ibovespa — principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Por isso, o tombo da OGX era o principal motivo de queda do Ibovespa, que recuava 0,53%, aos 53.548 pontos, por volta de 13h03m. A petrolífera é enxergada por alguns analistas como o projeto com maior potencial de lucros de Eike. Ações da mineradora MMX e da empresa de logística LLX, que também pertencem ao bilionário, sofrem forte queda e contribuem para puxar o Ibovespa para baixo. No mercado de câmbio, o dólar comercial subia 0,43%, a 2,081 para venda.

— As empresas do Eike são projetos ainda. Então, se uma cai, traz desconfiança. Com tanta volatilidade no mercado, a queda da OGX está contaminando toda a nossa bolsa — diz Pedro Galdi, analista-chefe da SLW corretora.

MMX ON recuava 5,86%, a R$ 6,10, enquanto LLX ON tombava 7,88%, a R$ 2,22. OGX ON chegou a derreter quase 30%, já que tombou 29,39%, a R$ 5,91, na mínima do dia. Por volta de 13h, o papel caía 27,00%, a R$ 6,11. O motivo de tanta frustração dos investidores foi a divulgação de um comunicado por volta de 9h desta quarta-feira, antes da abertura do mercado. No documento oficial, a companhia informou que, após testes por cinco meses no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, foi constatado que idealmente os dois poços em produção na área devem extrair 5 mil barris de óleo equivalente por dia. A estimativa anterior era produzir 10 a 13 mil barris por dia em cada um. Portanto, a realidade mostrou uma capacidade produtiva bem menor do que a esperada pelo mercado.

— Foi uma reversão de expectativas. Para poços que estão começando a produção, é um resultado fraco. Se começa a diminuir a produção prevista em todos os campos, atrasa a geração de caixa para a empresa como um todo — duz Luiz Otávio Broad, analista da Ágora corretora.

A ação preferencial da Petrobras (PN, sem direito a voto) caía 0,44%, a R$ 17,92, enquanto Petrobras ON recuava 0,37%, a R$ 18,48. Vale PN caía 0,12%, a R$ 38,88, apesar de a mineradora ter informado que obteve licença prévia (LP) ambiental para produzir minério de ferro em Carajás, no Pará, em uma mina com capacidade estimada de 90 milhões de toneladas métricas anuais e início de operação previsto para o segundo semestre de 2016.

Em relatório a clientes, o Bank of America Merrill Lynch reduziu a recomendação para as ações da OGX, de “neutra” para “underperform” (expectativa de retorno abaixo da média do mercado). Isso significa na prática que o banco americano passou a recomendar a venda do papel. O preço-alvo, que projeta quanto a ação pode estar cotada no fim do ano, caiu de R$ 19,50 para R$ 7,30.

“Embora ainda seja um bom nível, ficou abaixo dos patamares mais baixos que haviam sido projetados pela administração. Nós vemos o fato como um grande desapontamento, que provavelmente terá um efeito de longo prazo na valorização da OGX”, diz o relatório do Bank of America Merrill Lynch.



Cena externa

Com a queda das ações de OGX, LLX e MMX, a bolsa brasileira tem um desempenho descolado do exterior. Em Wall Street, Dow Jones sobe 0,76%, enquanto S&P 500 avança 0,88% e Nasdaq ganha 0,93%.

Na Europa, as bolsas fecharam em alta. O FTSE 100, de Londres, subiu 1,41%. O CAC 40, de Paris, avançou 1,67%. O DAX, de Frankfurt, teve alta de 1,50%. O IBEX 35, de Madri, subiu 2,12%. Em Milão, o FTSE MIB registrou alta de 2,58%.

Bolsas asiáticas sobem

O índice Nikkei, de Tóquio, subiu 0,77%. A bolsa de Cingapura subiu 1,28%, a 2.841 pontos; Taiwan também teve alta, de 0,63%, e Hong Kong teve ganhos de 1,03%. O índice referencial de Xangai recuou 0,23% e Sydney subiu 0,74%.